No sufoco, Espanha garante o terceiro lugar da Copa das Confederações
No melhor jogo da Copa das Confederações, a Espanha venceu a África do Sul na prorrogação por 3 a 2 e ficou com o terceiro lugar da Copa das Confederações.
As equipes realizaram um duelo digno de final de Copa do Mundo. Os comandados de Joel Santana dominaram o primeiro tempo. Na segunda etapa, o técnico Vicente del Bosque tirou os dois atacantes da Espanha e a mudança foi fundamental para a reação espanhola. Em um minuto, Güiza, que entrou no lugar de Fernando Torres, marcou dois gols.
Aos 47, Mphela fez um golaço e levou o jogo para a prorrogação, onde acabou brilhando a estrela de Xabi Alonso que, com a categoria costumeira, definiu o confronto em cobrança de falta.
1º TEMPO
TOQUES DE CLASSE, CLASSE SEM RESULTADO
A equipe sul-africana começou o jogo tocando bem a bola, apesar de não coseguir passar do meio-de-campo. Os meias ofensivos se escondiam, facilitando a marcação espanhola.
HORA DE JOGAR
Aos 4 minutos, Villa mostrou porque é o atacante mais badalado do momento: recebeu na área, tirou dois zagueiros da jogada, chutou colocado mas o goleiro evitou o que seria um gol certo.
A Espanha passou a dominar a posse de bola, com mais qualidade do que o adversário e sem encontrar tantas dificuldades em criar lances ofensivos.
Com 6 minutos, Xabi Alonso fez um lançamento primoroso, Villa ganhou dividida no corpo mas, sem equilíbrio, chutou para fora.
PARA O ALTO E AVANTE
A África do Sul resolveu apostar nas jogadas aéreas. Aos 8 minutos, o grandalhão Booth subiu ao ataque e levou perigo, conseguindo um escanteio para a África do Sul em tentativa de cabeça. Um minuto depois, Tshabalala tentou um chute na entrada da área, mas a dificuldade em acertar o gol foi a mesma de uma tentativa de pronunciar seu nome.
Os africanos passaram a gostar do jogo. Os meias Tshabalala e Pienaar mudaram de postura e a movimentação melhorou. Aos 13 minutos, uma falta perigosa perto da área espanhola. Bola levantada e Booth quase marcou. Faltou intimidade com a bola para cabecear com eficiência para o gol.
A África do Sul levava perigo apenas nas bolas paradas. Aos 18, mais um escanteio, mais um lance perdido. A equipe de Joel insistia em um tipo de jogada que nitidamente não era o forte do time. Com o erro no escanteio, rápido contra-ataque espanhol e Villa apareceu sozinho na área africana aos 19. Masilela impediu o gol no momento em que Villa armava o corpo para chutar.
INSISTINDO NO ERRO
A Espanha insistia em tentavivas pela esquerda, lado perigoso. No começo do primeiro tempo, alguns bons lances. Os sul-africanos conseguiram ajeitar a marcação, impedindo os espanhóis de trocarem mais de dois passes. Todas as tentativas saíram pelo lado esquerdo, no entanto, poucas funcionaram.
O "NOME" DO JOGO E O ATACANTE QUE NÃO QUERIA CHUTAR
Aos 30 minutos, Tshabalala e Parker tabelaram, Parker gingou, fazendo com que os zagueiros da Espanha sambassem, entrou na área, mas na hora de chutar deixou a bola escapar.
Um minuto depois, Parker entrou na área e mais uma vez perdeu a bola no momento em que deveria chutar.
A África do Sul tomou conta do jogo mas perdeu duas chances incríveis. Tshabalala chutou, o goleiro Casillas realizou boa defesa, a bola sobrou para Booth que chutou para fora.
Enquanto a Espanha errava passes básicos, a centímetros de distância, os africanos insistiam. Tshabalala tentou mais uma, porém, faltou força no chute.
Aos 38, bola na área da Espanha, Parker tentou de cabeça e o goleiro Casillas defendeu. Adivinha? A cabeçada foi fraca.
Tshabalala foi o principal jogador do primeiro tempo. Criou jogadas, arriscou chutes e se movimentou bem. Merecia ter marcado um gol.
2º TEMPO
FURIA FERVE
Logo aos 2 minutos, um lance polêmico. Cobrança de falta de Xabi Alonso, o meio-de-campo Pienaar se precipitou e levou cartão amarelo. Nova cobrança, a bola voltou para Alonso, que chutou bem, o goleiro defendeu e Busquet marcou. Contudo, o árbitro marcou condição irregular.
Aos 6, o atacante Torres, que esteve sumido na primeira etapa, tentou surpreender o goleiro sul-africano, que estava ligado no lance e defendeu.
NÓ TÁTICO?
Aos 11 minutos, o técnico Vicente del Bosque realizou mudanças curiosas: tirou a dupla de ataque do jogo, entraram o meio-de-campo Silva e o atacante Güiza. A Espanha ganhou outra catra e melhorou consideravelmente.
KHUNE, O PAREDÃO
A Espanha voltou disposta a partir para o ataque e tomar conta do jogo. Riera recebeu quase na pequena área, chutou forte mas o goleiro fez uma bela defesa. Foi uma jogada belíssima de Güiza, que tocou para Riera com o peito.
Aos 18, Casola chutou de fora da área e o goleiro Khune salvou com um soco na bola.
MORTOS-VIVOS
A África do Sul deu uma pisada forte no freio e a carroagem do primeiro tempo virou abóbora. Sem tempo para pensar em contos de fada, a Espanha seguiu com o bombardeio.
É FESTA!
Quando tudo caminhava para um show da Espanha, a África do Sul criou um contra-ataque perfeito: aos 28, um belo lance dos sul-africanos pela direita, cruzamento de Van Herdeen e Mphela, que chegou a se atrapalhar com a bola, dentro da pequena área, teve tempo para chutar e abrir o placar. 1 a 0 para o time de Joel.
TEM ESTRELA!
Aos 39 Riera chutou cruzado e Güiza não acertou a bola por muito pouco. 42 minutos, bola na área sul-africana, Güiza dominou no meio de três zagueiros, virou e acertou um chute certeiro. 1 a 1.
Um minuto depois, Güiza tentou um cruzamento, mas a bola acabou encobrindo o goleiro. 2 a 1.
MANDELA? MPHELA É O NOVO MITO SUL-AFRICANO !
Aos 47 minutos, uma falta na entrada da área, Mphela acertou um chute perfeito, a bola fez uma curva capricosamente e entrou no ângulo do goleiro Casillas. 2 a 2.
PRORROGAÇÃO
1ºTEMPO
5 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Capdevila tentou cruzamento pela esquerda, a bola bateu na quina do travessão.
Antes principal atacante da África do Sul, o atacante Parker funcionou bem na armação de jogadas desde a entrada de Mphela.
Aos 7 minutos, Mphela por pouco não ganhou uma estátua na entrada do Estádio Real Bafokeng. O atacante entrou na área espanhol, cara-a-cara com o goleiro Casillas, que evitou o gol com os pés.
Em boa jogada de ataque, com rápida troca de passes, aos 11 minutos, Parker recebeu livre na entrada da áera, chutou e o goleiro Casillas fez importante defesa.
2º TEMPO
CATEGORIA DE ALONSO ACABA COM O JOGO
Logo no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, falta na entrada da área sul-africana, Xabi Alonso bateu e marcou: 3 a 2 para Espanha.
FICHA TÉCNICA:
ESPANHA 3 X 2 ÁFRICA DO SUL
Estádio: Real Bafokeng (AFS)
Data/hora: 28/6/2009 - 10h (de Brasília)
Árbitro: Matthew Breeze (AUS)
Cartões amarelos: Busquet, Piqué, Albiol, Llorente (ESP); Mphela, Masilela e Pienaar (AFS).
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Mphela, 28'/2ºT (1-0) e 47'/2ºT (2-2); Güiza, 42'/2ºT (1-1), 43'/2ºT (2-1) e Xabi Alonso, 1'/2ºT Prorrogação (3-2);
ESPANHA: Casillas; Arbeloa, Albiol, Piqué e Capdevila; Busquets (Llorente, 35'/2ºT), Xabi Alonso, Riera e Cazorla; Torres (Güiza, 12'/2ºT) e Villa (Silva, 11'/2ºT). Técnico: Vicente del Bosque.
ÁFRICA DO SUL: Khune, Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Sibaya, Dkgacoi, Thsabalala (Mhlongo, 38'/2ºT) , Modise (Van Herdeen, 24'/2ºT) e Pienaar (Mphela, 18'/2ºT); Parker. Técnico: Joel Santana.