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O Fluminense e sua imprevisibilidade

O Fluminense e sua imprevisibilidade

Melhor campanha da primeira fase da Libertadores, time tricolor deu sinais promissores e preocupantes em sua campanha

O melhor Fluminense é capaz de vencer qualquer adversário na Libertadores, como provou diante do Boca Juniors na Bombonera. O pior tem tudo para cair cedo na competição continental. Difícil mesmo é prever qual Flu entrará em campo nas eliminatórias da Libertadores.

Mesmo com a melhor campanha até aqui na competição, o Flu passa longe de ser uma equipe totalmente confiável. Ao mesmo tempo, em seus melhores momentos, mostra os motivos que lhe fazem ser apontado como um dos favoritos ao título.

Dificuldades em casa

Quem viu os três jogos do Flu no Engenhão acompanhou os piores momentos do time de Abel Braga. O retrospecto não foi ruim, com duas vitórias e a derrota para o Boca, mas entre as poucas tendências claras que podemos apontar na campanha tricolor, está a dificuldade de propor o jogo em casa.

O Flu não conseguiu criar oportunidades e ainda abriu a chance para o contra-ataque diante dos fracos Zamora e Arsenal. Venceu em lances isolados e não conseguiu impor sua clara superioridade técnica. Nada promissor para quem terá desafios bem mais complicados pela frente.

Complicados como o jogo contra o Boca, em que o time argentino tomou conta do meio-campo e esfriou o ritmo da partida, tendo domínio de posse de bola e controle total do jogo. A derrota foi mais do que merecida, completando três más performances em três jogos do Flu como mandante na primeira fase da Libertadores.

A esperança dos melhores momentos


Obviamente, o time de melhor campanha da primeira fase não produziria apenas atuações ruins. O Flu pode ter preocupado seu torcedor com performances fracas dentro do Engenhão, mas compensou com alguns momentos de brilho em sua trajetória.

Claramente, a vitória mais marcante foi diante do Boca Juniors. Atuação com marcação forte, saídas de contra-ataque rápidas e eficientes e uma postura condizente com o que a Copa Libertadores historicamente pede de seus participantes.

Em vários momentos do jogo contra o Arsenal o Flu também brilhou, controlando o jogo e aparentando estar a caminho de uma goleada. Foram essas situações que mostraram que os comandados de Abel Braga tem, sim, condições de buscar a inédita conquista continental.

A atitude também varia

A Copa Libertadores exige uma superação psicológica acima do normal, é uma característica muito peculiar da competição. O Fluminense foi irregular até nisso, às vezes mostrando estar pronto para a guerra, outras cometendo equívocos imperdoáveis.

O jogo contra o Boca foi o melhor exemplo de uma equipe pronta para encarar a necessidade de frieza misturada com paixão que a Libertadores pede. Em alguns momentos contra o Arsenal, o time também destacou-se pela inteligência para trocar passes e usar a experiência de seus veteranos para esfriar o jogo. Além disso, foi buscar o gol da vitória já nos acréscimos.

Por outro lado, o Flu teve duas chances claras desperdiçadas por Thiago Neves, uma delas em uma cobrança de pênalti. Esse tipo de falha não costuma ser perdoada nas fases mais decisivas da competição.

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