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Libertadores: a visão do mundo para o torneio
Competição cinquentenária ainda é subestimada na maioria dos países de fora da América do Sul. Nossos colegas de Goal.com contam um pouco mais sobre esse quadro
Em seus 52 anos de história, a Copa Libertadores da América sempre foi a maior das honrarias que um clube latino-americano poderia conquistar, e que apenas 22 equipes tiveram a oportunidade de vencer. Apesar de todo o seu significado para o futebol do continente, a impressão que se tem é de que o torneio é pouco valorizado ao redor do mundo, mesmo que tenham saído daqui alguns dos times mais brilhantes do esporte.Será que essa afirmação é verdadeira? Tivemos a oportunidade de perguntar aos nossos colegas das outras edições de Goal.com para descobrir.
Respeito, mas pouco conhecimento
O Mundial de Clubes foi o melhor cartão de visitas para que os europeus conhecessem um pouco mais da força sul-americana no futebol, e para que fosse estabelecido um respeito mútuo entre os continentes. Tanto para os colegas Fabian Biastoch, do Goal.com Alemanha, quanto Luis Herrera, do México, colocam a Libertadores como o terceiro campeonato interclubes mais forte do planeta, atrás apenas da Liga Europa quanto da Champions League. Contudo, ainda é possível observar um certo distanciamento do assunto, quando são perguntados sobre o que se sabe sobre a edição que está em andamento.
O que você sabe sobre a Libertadores atual?
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"Sei que as equipes mexicanas passaram vergonha, e que os brasileiros parecem ter boas chances de vencerem o título, embora o Santos tenha deslizado na Bolívia há alguns dias. O Boca estava indo bem, se me lembro direito"
- Luis Herrera
"Pouca coisa, bem menos do que conheço sobre a Champions League, certamente. Se você se interessa pelo assunto, encontra alguma coisa, mas nunca na primeira página. Sei mais sobre jogos e resultados dos times do Brasil, mesmo." - Fabian Biastoch
O ponto da cobertura midiática, levantado por Fabian, parece ser o grande impeditivo para a popularização da Copa para além do Atlântico. No caso alemão, ele lembra que os jornais e revistas raramente colocam algo sobre a competição, a não ser que gere interesse por lá (cita, como exceção, a cobertura da final de 2011, pela presença do Santos de Neymar). A situação é semelhante na Espanha, onde o especializado Marca publica apenas uma nota em seu site.
Herrera contribui também sobre o impacto da Libertadores no México, por acompanhar seguidamente o contexto daquele país. Em 1998, quando os 'astecas' passaram a competir como convidados, as equipes locais abraçaram a ideia e se dedicavam a ter um bom desempenho na LA. Logo de cara, os torcedores se motivaram a acompanhar mais sobre o torneio, mesmo sem as transmissões ao vivo pela televisão. Hoje em dia, o entusiasmo mexicano sequer lembra os anos anteriores: os clubes passaram a focar na disputa da Liga dos Campeões da CONCACAF, e junto seguiu a atenção dos torcedores.
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"O fato de que muitas equipes mexicanas não estejam levando a Copa tão a sério como nos anos anteriores (o Tigres, campeão nacional, chegou a mandar uma equipe B para ser rapidamente eliminado) reduziu o entusiasmo dos torcedores. Enquanto isso, as duas maiores redes de TV preferem dar espaço para outros torneios, como a Premier League, a Liga Espanhola e a Champions" - Luis Herrera
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Ideias para o futuro
Para nossos colegas, está dada uma grande oportunidade para que a Libertadores passe a ocupar a atenção dos fãs de futebol pelo mundo. O fato das estrelas não estarem deixando a América do Sul em direção à Europa, especialmente como ocorre no Brasil, é um bom começo, já que o país passa a ser levado mais 'a sério' no cenário global.
Na opinião de Fabian Biastoch, está mais do que na hora da mídia esportiva mundial dar o devido reconhecimento à competição. O alemão, que se diz fã do futebol brasileiro, ficou encantado com o ambiente que encontrou na final de 2010, entre Inter e Chivas, e acredita na disseminação do espírito da Copa para o resto do planeta.
Mas também é preciso que o calendário colabore. Luis sugere que tanto Libertadores quanto Copa Sul-Americana deveriam seguir o modelo Champions/Europa League, que são disputadas no mesmo período do ano. Dessa forma, os demais centros olhariam com mais calma para o maior torneio interclubes das Américas.
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"Sinto que as competições deveriam seguir o exemplo da Champions e da Liga Europa, que são disputadas simultaneamente. Hoje, temos muitos jogos em um curto espaço de tempo, as equipes tem problemas em equilibrar os torneios e, tão logo celebramos o campeão da Libertadores, já temos outra competição continental começando" - Luis Herrera
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